O Céu do Momento 2022 – 16 de Abril

Publicado por Tereza Kawall

Lua Cheia no eixo Áries-Libra. Decida: guerra ou paz?

Na Lua Cheia do dia 16, o Sol se encontra em Áries e a Lua em Libra, fazendo um ângulo de 180 graus entre si, o que vem a ser uma ‘oposição’ na terminologia astrológica.

O eixo Áries/Libra no zodíaco representa o indivíduo e a sociedade, o “eu” e o “tu”, a imposição da verdade individual em oposição aos direitos da coletividade, ou do grupo social.

Estátua de Palas Athena com elmo e lança, na Áustria.
Estátua de Palas Athena na Áustria.

Áries é regido por Marte, o soldado, o guerreiro que precisa ir à luta para vencer seu inimigo para não ser morto por ele; necessita de coragem, destemor, audácia e obstinação para lutar por seu reino ou sua pátria.

O signo de Libra é regido por Vênus, que para mim tem uma estreita relação com Palas Athenas, divindade da sabedoria a justiça, temas fundamentais para os deuses olímpicos da Grécia antiga; era a patrona dos guerreiros e das estratégias de guerra, o que em poucas palavras significa a inteligência de saber ponderar, recuar e esperar para um novo ataque. Nas narrativas míticas, Palas Athena era também a protetora dos navegantes, tecelões e artesãos.

Nesse momento de intensa polarização social, o momento torna-se

benéfico para para exercitarmos o discernimento, a moderação e sobretudo, a inteligência de metabolizar interna e externamente as adversidades da vida e das relações. Li outro dia a frase: eu não quero ter razão, quero ser feliz.

Pode parecer um dizer simplório, no entanto essa frase abarca uma realidade que afeta muitos de nós, que é sobrepujar o outro com a minha gloriosa verdade, sem ouvir e compreender que ele é realmente diferente de mim, e que sua visão de mundo de fato não combina com a minha.

Deveríamos ser todos iguais? Certamente não; no entanto a tática de cancelar e excluir o diferente tem sido nefasta e pouco produtiva no âmbito social.

Falar em democracia pressupõe valores éticos e morais, e isso não implica em desrespeito ao próximo. Se não existem convergências, ainda sim existem o silêncio e o afastamento como recursos mais sutis ou adequados para que evitemos “trombadas” inúteis” e desgastantes, que roubam nossa preciosa energia vital.

Em nome de nossa saúde mental, podemos tornar esse momento oportuno para lidarmos com essas questões com mais criatividade e jogo de cintura.

Vale dizer, falar menos em tolerância, e sim, colocá-la em prática é uma boa pedida!

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