O Sol ingressa em Câncer: solstício de inverno
Nessa manhã, teremos a entrada do Sol no signo de Câncer, marcando o solstício de inverno aqui no hemisfério sul e do verão no hemisfério Norte. Os equinócios e solstícios marcam o início das estações, os ciclos da natureza e dos homens, objeto de interesse de estudos da astrologia desde tempos remotos de todas as culturas.

Selene ou Diana para os romanos, Ártemis para os gregos, Ishtar na Babilônia, Isis para o Egito antigo, eram as divindades regente desse tal mundo lunar canceriano. Em nossa concepção cosmogônica da cultura tupi-guarani temos a deusa da Lua, Jaci, como a guardiã da noite.
Sabemos que nesse dia temos a mais longa noite do ano, e não por acaso, o signo de Câncer está sob a regência da Lua, a deusa soberana da noite, que com suas diferentes fases e formas circulares tanto nos fascina. A Lua astrológica se relaciona com nossas reações emocionais e humores, com nossa necessidade íntima de segurança, e também com nossa vida inconsciente, complexa, errática ou contraditória.
Nesse ciclo, podemos dar boas-vindas aos processos de interiorização, onde acolhemos a nós mesmos em nossa casa, nosso refúgio do mundo externo, em nosso silêncio. Com ele, podemos também retroceder nos tempos de infância, nas lembranças junto aos nossos familiares, reconfigurar imagens internas já quase esquecidas, rever fotos antigas; Câncer representa tudo aquilo que nos remete a algum tipo de aconchego ou alimento emocional, sempre único para cada um. São as memórias de lugares, comidas, cheiros, cores, sensações, colos, sons, olhares, a sensação de proteção ou a falta dela.
Que o solstício de inverno seja abençoado por esse princípio feminino da Grande Mãe, que nos acolhe e nos protege, com seu manto estrelado da noite e seus infinitos e insondáveis mistérios.

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