Santa Bárbara foi uma virgem mártir do século III, comemorada como santa cristã na Igreja Católica Romana, na Igreja Ortodoxa e na Igreja Anglicana.
Por ser filha única e com receio de deixar sua filha no meio da sociedade corrupta daquele tempo, seu pai, Dióscoro, decidiu fechá-la numa torre. Santa Bárbara na sua solidão, contemplava a mata virgem como quintal. Por ser muito bela e, acima de tudo, rica, não lhe faltavam pretendentes para casamentos, mas Bárbara não aceitava nenhum.

pintura de Santa Bárbara, padroeira das Forças Armadas na Itália.
Desconcertado, Dióscoro concluiu que as “desfeitas” da filha se justificavam pelo fato de ter ficado trancada muitos anos na torre. Então, permitiu que ela fosse conhecer a cidade. Durante essa visita ela teve contato com cristãos, que lhe contaram os ensinamentos de Jesus sobre o mistério da Santíssima Trindade. Pouco tempo depois, um padre vindo de Alexandria a batizou.
Seu pai decidiu construir uma casa de banho com duas janelas para Bárbara. Dias mais tarde, ele se viu obrigado a fazer uma longa viagem. Enquanto Dióscoro viajava, Barbara ordenou a construção de uma terceira janela na torre, esculpindo uma cruz sobre a fonte.
O seu pai Dióscoro, quando voltou, reparou que a torre tinha agora três janelas em vez das duas que ele mandara abrir. Ao perguntar à filha o porquê das três janelas, ela explicou que isso era o símbolo da sua nova Fé. Este fato deixou o pai furioso. Sob o impulso da fúria, e obedecendo a suas tradições romanas, Dióscoro denunciou a própria filha ao prefeito Marciniano que a mandou torturar numa tentativa de que ela renunciasse sua fé, fato que não aconteceu. Assim, Márcio condenou-a à morte por degolação.
Durante sua tortura em praça pública, uma jovem cristã de nome Juliana denunciou os nomes dos carrascos, e imediatamente foi presa e entregue à morte juntamente com Bárbara.
Ambas foram levadas pelas ruas de Nicomédia por entre os gritos de raiva da multidão. Bárbara teve os seios cortados, depois foi conduzida para fora da cidade onde o seu próprio pai a executou, degolando-a. Quando a cabeça de Bárbara rolou pelo chão, um imenso trovão estrondou pelos ares fazendo tremer os céus. Um relâmpago flamejou pelos ares e atravessando o céu fez cair por terra o corpo sem vida de Dióscoro.
Santa Bárbara passou a ser conhecida como “protetora contra os relâmpagos e tempestades” e é considerada padroeira dos artilheiros, dos mineiros e de todos quantos trabalham com fogo.
Iansã, orixá dos ventos, também homenageada em 4 de dezembro, rege igualmente os raios e tempestades, comanda os espíritos dos mortos, e foi sincretizada com Santa Bárbara.

Em Salvador, Oyá ou Iansã é sincretizada com Santa Bárbara, madrinha do Corpo de Bombeiros e padroeira dos mercados. É homenageada no dia 4 de dezembro na Festa de Santa Bárbara da Igreja Católica. É um grande evento sincrético, composto de missa, procissão feita por católicos e praticantes do Candomblé, além das festas nos terreiros, o caruru de Iansã, samba de roda e apresentação de grupos de capoeira e maculelê.
No Tarô dos Santos, Robert Place, afirma: “Na carta do tarô, assim como em seu ícone, Santa Bárbara segura o símbolo da torre, que ela transformou na Casa de Deus aos construir as três janelas. O relâmpago conecta a torre com o céu, e seu pai cai do cume.”
“Esta carta, que vem depois da carta do Diabo, representa a libertação das armadilhas do demônio. É a transformação, a destruição das ilusões e mudanças súbitas. Esse tipo de transformação é abrupta, podendo ser desconfortável ou perturbadoras. Pode marcar a perda de uma posição, ou se referir a uma esperada punição por um crime”.
Fonte do texto: Wikipedia
Consulte o calendário Santos do Dia e o Tarô.

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