Auto avaliação após os resultados:
Quais fatos comprovariam a situação de declínio coletivo indicada pelo I Ching? Pelo que alcanço na observação dos fatos ocorridos durante o processo eleitoral, dois pontos foram muito marcantes.
O clima emocional intensificado pela forte propaganda ganhou o perfil de torcida de futebol, em que pesam mais as cores do clube do que suas qualidades reais. O peso dado à propaganda para desqulificar os adversários, fez pesarem mais as artimanhas e desempenho teatral, em prejuízo da oportunidade para aprofundar o exame dos grandes problemas sociais e educacionais do país.
Um exemplo claro desse quadro desviante, foram as disputas em torno da “bolsa família”: aumentar, diminuir… No entanto, a revisão do processo de educação e formação profissional, de orientação para o trabalho individual e grupal que qualificariam a população desfavorecida, não foi realmente colocada em pauta.
A bem da verdade, deve ser reconhecido que a decadênciada da qualidade do ensino público elementar e médio, não se deve a um ou outro partido político. A degradação é gritante e contínua no correr das últimas seis décadas, em todos os estados da Federação.
Para entendermos o significado da disputa eleitoral de 2014 pela Presidência da República, o I Ching ofereceu como prognóstico e conselho o hexagrama 63 – Após a conclusão:


Após a Conclusão. Sucesso em pequenas coisas.
A perseverança no curso correto traz recompensas.
Boa sorte no começo, desordem no final.
“Quando um empreendimento é concluído com sucesso e se encontra no auge, começam os desafios para sustentar a ascensão. Nenhuma plenitude, porém, pode ser mantida indefinidamente: no auge do verão já se instala o germe do inverno; a partir do meio-dia o Sol se dirige para o inevitável ocaso. É por essa razão que um progresso maior só pode ser obtido nos detalhes, em pequenas coisas”
Podemos entender desse oráculo que na sequencia não teremos grandes realizações, pois:
“Após um longo empenho para alcançar as metas, numa época em que aparentemente tudo está em ordem, os homens tendem a relaxar o esforço, deixando que as coisas sigam seu próprio movimento. Aí reside a raiz da decadência que apressa a desordem final.”
Existem, no entanto, espaço para esperanças, pois como o Livro indica:
“A desordem, porém, não é uma fatalidade. Aquele que conhece as leis da alternância dos ciclos de prosperidade e de declínio, pode administrar os efeitos da inércia e prolongar, graças à perseverança correta, as épocas de prosperidade.”
O conselho do Livro não deixa dúvidas para aqueles que procuram a conduta correta:
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O homem nobre reflete sobre o infortúnio e se previne de antemão contra ele.
O oráculo deixa claro o alerta para não esperarmos situações fáceis após as eleições. Podemos entender que os indicadores da decadência coletiva — a desatenção aos processos educacionais, o imediatismo, a passividade, a corrupção — continuarão com forte peso, como seria mesmo de se esperar a essa altura do Kali Yuga (idade de ferro, ciclo materialista).
O conselho para o ‘homem nobre’ é que encontre e pratique o caminho correto, embora não consiga reverter o processo global.

Como reafirmam os diferentes ensinamentos primordiais, a preservação dos valores não depende da quantidade mas, sim, da qualidade daqueles que, de modo individual ou em pequenos grupos, se dedicam à conduta e aos valores que cabem aos homens de bem.
Acesse o texto completo: 63 – Após a conclusão. As indicações das seis linhas móveis podem ser vistas como etapas sucessivas no desenrolar do processo eleitoral e como detalhamento dos desafios que teremos em continuidade.

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