Não fiz nenhuma previsão para o resultado do torneio, pois não acompanhava futebol regularmente. Fiz menção ao potencial de problemas com a realização sob uma configuração astrológica difícil. As notícias provenientes da África do Sul eram inquietantes: atraso das obras, greves, apagões elétricos, segurança precária e ameaças de atentados [confira]. Felizmente não ocorreu nenhum problema sério.
Esqueci algo óbvio, o futebol. A triangulação – Saturno, Urano e Plutão – esteve presente no jogo defensivo (muitos 1X0 e 1X1), duro e ríspido; em falhas de arbitragem comprometedoras e nos conflitos entre torcedores, seleções, técnicos e imprensa, em todas as composições possíveis. O jogo final resumiu tudo. Os africanos ficam com elefantes brancos e perdem dezenas de milhares de empregos temporários.
O esporte caiu sob total domínio do Capital, algo inevitável. O chato é que agora esse processo progrediu um pouco mais: clubes europeus lavam dinheiro do crime organizado, jogadores são fotografados na companhia de bandidos e frequentam o noticiário policial. A paixão popular é engolfada também pela barbárie reinante.

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