O mundo está para entrar no ano de 2014 – número que, por redução (2+0+1+4), aponta o arcano 7, O Carro, como seu “regente”.

Poderemos deixar para trás as hesitações e dilemas do ano que passou e seguir em frente, o que poderá ser feito de duas maneiras: ou conciliando as diferenças sob um objetivo que é bem superior ao nível das disputas, ou passando por cima de tudo em nome da pressa e da arrogância.
Do lado positivo, haverá avanços em diversas áreas, processos se desenrolarão mais depressa, acordos diplomáticos triunfarão. Organizações internacionais e/ou países importantes estarão sob direção de pessoas competentes, com clara visão de futuro e que conseguirão obter o máximo progresso aproveitando até as forças contrárias. Arrisco prever que poderemos ver o surgimento de um projeto muito inovador na categoria de veículos automotores.
Do lado negativo, é de se esperar que tenhamos também atropelos e situações fora de controle por falta de cabeças pensantes sensatas.
Alguns casos notáveis de megalomania arrogante de personagens ou grupos que podem inclusive usurpar o poder e estabelecer governos ilegítimos.
Já o Brasil, que “nasceu” no ano 1500 do calendário mundial, entrará em seu ano 514 – ligado ao arcano A Roda (5+1+4= 10).
Tal como o resto do mundo, não poderemos reclamar da falta de movimento. A diferença é que não estaremos no controle dos altos e baixos e tudo pode virar de repente. Precisaremos ter presença de espírito para aproveitar as mudanças de rumo e viradas de jogo, descobrindo os momentos adequados de ação. Como flexibilidade, inventividade e abertura para o novo estão no DNA do nosso povo, eu acredito que veremos principalmente o lado luminoso da Roda, que é o da animação, sorte e desenvolvimento. Parênteses: claro que quando falo dessas qualidades estou pensando no povo de fato, a maioria, não nas elites engomadas que preferem as coisas como estão e se apavoram com uma roda que vai ao sabor dos ciclos e do relevo que encontra.

Talvez alguma coisa seja mudada desde a base, por total impossibilidade de continuar como está. Posso ver também a Copa do Mundo nessa carta: a redonda vai rolar por nossos gramados e em torno dela estarão feras do futebol. Um time sairá coroado, rei temporário dos próximos quatro anos.

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O interessante é que essas duas cartas tão rápidas e quase “barulhentas” – as duas que falam de movimento sobre rodas, em avanço ou ciclo rápido – se somam dando a carta A Estrela (7 + 10 = 17), que é toda placidez e silêncio. Vem-me à cabeça o título da peça shakespereana “Muito barulho por nada”. Ou, dizendo melhor, é como se toda essa nossa movimentação, o sobe-e-desce da sorte individual, bem como o planejamento e progresso que podemos atingir no curso do ano, são apenas a poeira dos dias ou as gotinhas que se juntam para formar um rio contínuo: a História se faz em ciclos muito mais longos.

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