Considerando o povo brasileiro como consulente a pergunta foi “Como ficará a situação do Brasil neste segundo semestre, a partir de setembro?”.
Casa 1 – O momento atual: Quatro de Espadas
Quatro é o número do autoritarismo e o naipe de espadas indica imposição e rigidez por parte do governo. É uma forma de impor que prejudica a ele próprio e não só ao povo. Qualquer simpatia ou acordo entre governo e povo já não existe mais. Apresenta-se no cenário brasileiro, portanto, uma situação em que o governo visivelmente moribundo ou, talvez, já morto, insiste em continuar no poder.
Casa 2 – Influência imediata: Oito de Copas
Nada de positivo se apresenta neste Arcano. É uma mensagem de abandono, onde nada novo pode florescer. Tanto por parte do governo, como da parte do povo, pois o termo resignação também se faz presente aqui. Tristeza.
Uma observação importante: o Quatro de Espadas e o Oito de Copas, juntas, podem se referir à morte por suicídio.
Casa 3 – O povo diante do problema: Oito de Ouros (Prudência)
O povo diante disso tudo segue trabalhando, porém, com a influência da carta anterior, triste, indeciso sem saber ao certo como será o amanhã. Tentando inovar e criar novas condições diante da crise já instalada. Demissões.
Casa 4 – Influências do passado: O Enforcado
Este arcano nos dá com clareza o recado da lição pela qual estamos passando. Além de ter uma conotação cármica, que teremos que transformar em darma, mostra o quanto é importante um conhecimento político e participação, principalmente na hora de votar. Estamos pagando bem caro pela falta de participação, pelo desconhecimento ou por termos votado em pessoas desqualificadas.
Casa 5 – O que o povo desconhece: Nove de Paus (A Firmeza)
A carta simplesmente significa que o povo desconhece a sua própria força!
Casa 6 – Influências futuras: A Temperança
Esta carta revela ações sincronizadas calmamente, que levam a algum resultado, porém nesta posição, pode se tornar uma mensagem não muito positiva, pois soa mais como um aconselhamento para que façamos algo mais efetivo e rápido. Nossas passeatas domingueiras tendem a não dar resultados. Porém, há também uma conotação de troca, que podem significar troca de posições, saída da atual Presidente.
Casa 7 – Como é o povo brasileiro: Ás de Ouros
É uma carta material para designar um povo muito emocional. No entanto, vem mostrar que hoje somos um povo que gosta do sistema capitalista, por permitir que tenhamos o trabalho escolhido, o quanto queremos ganhar ou o que comprar com o nosso dinheiro. Interessante sair esta carta nesta casa, indicativo de que “essa” nossa liberdade pode estar ameaçada.
Casa 8 – Fatores externos ou pessoas: O Diabo
Ei-lo aí. Parece que o mundo todo sofre sua influência atualmente: influência de pessoas intensamente orgulhosas e com fascínio muito grande pelo poder, que farão qualquer coisa para conseguir seus objetivos.
Como fatores externos aqui se entende como fora do País, isto é, algo grande, consolidado planetariamente ou na maioria dos países exercendo influência nefasta. Comunismo?!
Casa 9 – O caminho do destino: Valete de Paus
Fala de energias que podem se manifestar de maneira explosiva e destrutiva.
Como esta casa também tem o sentido de “caminho a seguir para alcançar a vitória”, e como já vimos na casa 6 um aconselhamento sobre as passeatas domingueiras não estarem dando resultados, também aqui vale como “mais ação por parte do povo”. Não exatamente destruindo, mas canalizando uma firmeza maior em tempo e proporção no que já está sendo feito pelo povo. Porém, como no geral se trata aqui de previsão, podem sim acontecer distúrbios que nos levarão a carta seguinte, a Torre, como resultado.
Casa 10 – Resultado: A Torre
A Torre é o princípio da destruição e a aniquilação da ordem. Distúrbios intensos, revolução, possível guerra civil. Sob certo aspecto é ruim, porém, este arcano inclui em sua mensagem o rompimento de vínculos, o abandono de falsas identificações, de ambições e fantasias, e sob estes aspectos, podemos vislumbrar um resultado positivo. Para reconstruir é preciso destruir.
Observando os arcanos anteriores em suas respectivas casas, posso concluir que é inevitável o início da destruição desta Torre, velha e imunda, se fará nestes últimos meses de 2015, porém a sua reconstrução levará muito tempo. Não será uma transição calma, tranquila, por mais pacífico que seja ou esteja se comportando o povo brasileiro; tanto é que as cartas pedem mais firmeza.
A Torre como carta final, não me dá um vislumbre claro do que virá depois: outra abertura será feita para as previsões para 2016.

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