Descrição

Tarot de Marseille – Jodorowsky & Camoin

O Tarot de Marseille (Camoin-Jodorowsky) é um dos projetos de restauração e reconstrução mais influentes do tarô de Marselha, publicado originalmente em 1997 pela casa editorial francesa Camoin Editions. A obra foi desenvolvida em uma colaboração científica e esotérica de vários anos entre o cineasta e mestre do tarô Aleandro Jodorowsky e o pesquisador Philippe Camoin (herdeiro direto da linhagem histórica de mestres impressores de Marselha).

As cartas da versão padrão possuem as dimensões físicas tradicionais do estilo e contam com uma variante compacta, o Mini Tarot, que mede 4,10 cm x 7,60 cm.

Contexto Histórico e Método de Reconstrução

A Casa Camoin operava na impressão de cartas em Marselha desde 1760 (fundada por Nicolas Conver), mas a Revolução Industrial forçou a fábrica a alterar e simplificar as cores e traços do tarô ao longo do tempo. Para recuperar o que consideravam ser a “linguagem geométrica e a estrutura codificada original”, os autores usaram recursos de computação para comparar minuciosamente dezenas de matrizes do século XVIII.

Eles não copiaram um único modelo. Em vez disso, fundiram detalhes e símbolos recuperados de baralhos distintos (como os de Nicolas Conver, Jean-Pierre Payen, Dodal e François Tourcaty) para fazer coexistir em um único maço elementos que haviam desaparecido ou sido desfigurados pela prensa industrial. Philippe Camoin redesenhou manualmente cada linha das 78 cartas usando uma caneta eletrônica ao longo de dois anos de reclusão.

Inovações Iconográficas e Estrutura

O baralho mantém rigorosamente a estrutura clássica de 78 cartas do padrão de Marselha:

  • Arcanos Maiores (22 cartas): Utilizam a numeração romana em estilo aditivo tradicional (onde não há o número zero e o 9 é grafado como VIIII). A Justiça ocupa a posição VIII e a Força a posição XI.
  • Arcanos Menores (56 cartas): Seguem a linha de Marselha, sendo estritamente geométricos e ornamentais (pips), sem cenas ilustradas com personagens. Os quatro naipes são os tradicionais: Ouros (Coins), Paus (Staffs/Clubs), Copas (Cups) e Espadas (Swords).

A dupla de autores adicionou clareza visual a pontos que antes eram ambíguos nas matrizes antigas ou basearam-se na tradição oral para alterar certos desenhos:

  • A Torre (La Maison Diev): O personagem mais próximo do chão costumava ser interpretado como alguém caindo por trás do edifício. Amparados em uma tradição oral, os criadores desenharam uma porta parcialmente aberta na base da torre, deixando explícito que o personagem está saindo por ela.
  • O Carro: Foram desenhadas com nitidez as patas traseiras dos cavalos que puxam a carruagem.
  • A Temperança: Foi adicionada uma forma nítida que alude a uma “serpente” rastejando na base da carta.
  • A Estrela: Foi desenhada com precisão a rampa ou elevação de terra sobre a qual a figura feminina ajoelha-se.

Geometria dos Naipes e Cores

O arranjo das cartas numéricas respeita as regras do corte de madeira francês antigo: nos números pares, as Espadas aparecem curvas e cruzadas entre si; nos números ímpares, os pares de espadas cruzam-se e uma única lâmina reta é posicionada apontando para cima no centro geométrico da carta. Os bastões do naipe de Paus aparecem retos ao longo de todo o baralho.

A paleta de cores foi totalmente reestruturada para eliminar os borrões provocados pelas máquinas industriais do século XIX, buscando criar uma unidade visual esotérica coerente por meio de contrastes limpos e contornos pretos firmes.

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Informação adicional

Ano de Publicação

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Artista(s)

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Editora

País de Produção

Idioma

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ISBN

3760147560016

Dimensão da Carta

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Quantidade de Cartas

Material da Carta

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