Texto de Elizabeth Hazel e James W. Revak
publicado em www.villarevak.org
Tradução de Alexsander de Abreu Lepletier
Este conteúdo está dividido em 4 artigos: 1 Etteilla e seu método divinatório | 2 O Método Astrológico de Etteilla | 3 Exemplo de tiragem pelo método de Etteilla | 4 Método Astrológico de Etteilla: Apêndices e quadros sumários.
O método de Etteilla depende da atribuição de signos do zodíaco, planetas e outros conceitos astrológicos a cartas específicas. Um horóscopo é montado a partir da tiragem interpolando-se as atribuições do Tarô (veja Apêndice A e B). Pode-se usar essa técnica com uma ampla variedade de baralhos de Tarô. Todavia, usar um baralho baseado no original de Etteilla, por exemplo o Grand Etteilla: ou Tarots Égyptiens (Grand Etteilla: ou Tarô Egípcio) torne as correspondências mais apropriadas. O Tarô de Marseille é outro baralho que permite reproduzir essas associações e que foi, provavelmente, usado por Etteilla. A única característica distinta das atribuições de Etteilla é a sua associação dos dois Nodos Lunares e da Parte da Fortuna (Apêndice B). Note que essa tiragem usa todas as cartas do baralho, o que a torna um tantoextensa. Uma mesa grande pode ser de grande ajuda.
Astrologia é complexa e consome muito tempo para se construir uma carta a mão. Uma vez que Etteilla não tinha computadores para fazer as cartas qualquer trabalho astrológico deveria exigir muito. Essa original técnica de Tarô deve ter-lhe proporcionado muitos benefícios em sua prática. Ele pode tê-la desevolvido e usado-a para indivíduos que não sabiam sua data de nascimento. Também pode tê-la oferecido como uma alternativa mais barata do que criá-la a partir de tabelas astronômicas. Finalmente, esse método é um engenhoso atalho para se criar uma Carta Horária para perguntas específicas.
Cartas Horárias, tal como ocorre na técnica astrológica, são criadas, ou lançadas, a partir de uma carta do momento exato que uma pergunta é feita. A carta resultante é interpretada de forma a responder a questão determinando-se que planetas caem em quais casas, especificamente as casas relevantes à questão apresentada. Sem as ferramentas modernas, esse método requer vários cálculos complexos. As regras para astrologia horária são bem determinadas e têm sido usadas desde a época medieval.
Passo 1:
O consulente faz a pergunta
Passo 2:
Separe os 12 trunfos correspondentes aos signos zodiacais do baralho
Os 12 Trunfos Zodiacais do Baralho – a lista de correspondências entre as cartas e os signos – encontra-se no Apêndice A. Disponha-as na forma das doze casas utilizando o signo atual do Sol para a primeira casa. Num exemplo de tiragem para o consulente fictício, Susan Smith, datado a 12 de Março de 2002, é o período em que o Sol encontra-se no signo de Peixes. Desse modo, a carta correspondente ao signo de Peixes ocupará a a primeira casa, seguida então por Áries na segunda casa, Touro na terceira, e assim por diante, seguindo a ordem natural do zodíaco.

As datas de ingresso do Sol num signo do zodíaco encontram-se no Apêndice A. Nos momentos em que o Sol está se aproximando para da mudança de um signo para o outro (por exemplo: 21 de Março, quando está saindo de Peixes e entrando em Áries), verifique num calendário astrológico o momento exato do trânsito ou siga a sua intuição, sentindo a energia de qual signo se encontra mais forte no momento da leitura.
Nota: O método descrito por Etteilla distribui as cartas zodiacais em sentido horário, com a primeira casa às 9h, a segunda às 10h, etc. No entanto, para evitar confusão e se manter a coerência com outras tiragens de 12 casas e outras cartas astrológicas mais familiares aos Tarólogos modernos, foi usada a sua forma moderna, mais conhecida. Ela se move em sentido anti-horário (primeira casa as 9h, segunda casa às 8h, etc).
Passo 3:
As cartas restantes são embaralhadas enquanto se concentra na pergunta específica. Disponha-as, começando com a primeira casa, segunda, terceira, até a 12ª. Continue dispondo-as até que não haja mais cartas.

As primeiras doze cartas tiradas devem ocupar a primeira posição em cada casa, próxima do centro. A 13ª carta retirada torna-se a segunda carta da Primeira Casa, e assim por diante. As primeiras seis casas conterão 6 cartas cada; da 7ª até a 12ª terão cinco cartas cada.
No esquema em branco (como é sugerido ao lado), há espaço para anotar em cada casa tanto as 12 cartas zodiacais quanto as demais 66 cartas.
Nota: A tiragem descrita por Etteilla coloca 6 cartas em todas as outras casas (pois não inclui as cartas correspondentes ao zodíaco. Fica com seis cartas na primeiraasa e as casas restantes têm 5 cartas cada. Portanto, a tiragem apresentada no texto, que coloca seis cartas nas seis primeiras casas, é uma variação do método de Etteilla.
Passo 4:
Leia as cartas interpretando os pares numa ordem específica sem referência à Astrologia
Esse passo da leitura é exclusivamente tarológico. Os pares são analisados a partir de vários ângulos de seus significados. Essa parte do método de Etteilla, que não cabe num resumo conciso, não está ligada a astrologia; consequentemente, uma descrição completa ultrapassa o objetivo desse artigo.

Pode-se adaptar esse passo do método de Etteilla decidindo primeiro qual casa representa mais aproximadamente a pergunta do consulente.
O Apêndice C traz os significados resumidos das doze casas. Uma pergunta de amor, por exemplo, seria assunto da Casa 5; uma pergunta sobre carreira, deve ser focada a partir da Casa 10.
Simplesmente interprete as cinco ou seis cartas contidas na Casa adequada como uma resposta preliminar usando tanto os significados atribuídos por Etteilla quanto por outros autores.
Na leitura usada como exemplo, confira a ilustração ao lado, a pergunta é sobre um novo namorado, de modo que as seis cartas da Casa 5 seriam como uma sequência de Tarô.
Passo 5:
Reveja o grupo de cartas de cada casa e determine quais contém cartas numeradas do Naipe de Ouros. Anote essas posições e construa uma Carta Astrológica transferindo as atribuições planetárias para a forma de um Horóscopo.
Quando transferir a tiragem inicial das cartas para o formato de Horóscopo, lembre-se de colocar os signos nas 12 casas adequadamente, como mostrado na ilustração ao lado. Foi incluído um espaço colocado na extremidade da forma de Horóscopo para se anotar as cartas de Ouros; os glifos dos planetas são anotados dentro da roda central tal como num horóscopo moderno (no modelo anglo-americano).
Veja o exemplo de outra composição, em tamanho ampliado, no Apêndice E.

Passo 6:
Interprete o horóscopo resultante utilizando as técnicas astrológicas.
Dicas de interpretação do horóscopo são fornecidas na próxima seção – 3. Carta de Exemplo – que exemplifica este sexto passo.
Como um conselho para os que experimentarem esse método, há algumas técnicas de procedimento que foram descobertas para facilitar o processo.
Primeiro, quando estiver dispondo as cartas ao redor do círculo das 12 cartas zodiacais, coloque-as viradas para baixo.
Ao passar para o passo 4, vire para cima o conjunto das cartas relacionadas à questão e interprete-as como numa tiragem de 5 ou 6 cartas. No passo 5, examine todos os 12 conjuntos de cartas, sequencialmente, da 1ª até a 12ª casa e anote-as no esquema de tiragem. Ao terminar as anotações de cada casa, se uma carta do naipe de Ouros aparecer nesse conjunto, vire-a para cima e torne a virar para baixo as restantes cartas que forem no naipe. A construção do horóscopo fica mais fácil se só estiverem visíveis as cartas de ouros.
Fontes Consultadas
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Fontes para futuros estudos de Astrologia Horária
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Jones, Marc Edmund. Horary Astrology: Practical Techniques for Problem Solving. Aurora Press, 1993 (reprint).
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