O presépio é uma das mais antigas formas de representação do Natal. Sabe-se que foi São Francisco de Assis, na cidade italiana de Greccio, em 1.223, o primeiro a usar a manjedoura com figuras esculpidas formando um presépio, tal qual o conhecemos hoje. O presépio de São Francisco incluía uma manjedoura, acima da qual foi improvisado um altar.
Nesse cenário ocorreu a missa da meia-noite, na qual o próprio santo com a vestimenta de diácono cantou o Evangelho juntamente com o povo simples e pronunciou um sermão sobre o nascimento do Menino Jesus.

Aquarela e lápis de autoria de Mark Satchwill
Conta-se que naquela noite especial, enquanto o santo proferia as palavras do Evangelho sobre o nascimento do Menino Jesus, todos os presentes puderam ver uma criança em seu colo, envolvida em um raio de luz. A cena foi narrada em 1.229 por Tomás de Celano, biógrafo de São Francisco de Assis. Desde então, os presépios foram se tornando cada vez mais populares e, além das figuras tradicionais do Menino Jesus deitado na manjedoura, Maria e José, acabaram incluindo uma enorme variedade de personagens como os pastores, os Reis Magos, a estrela e os animais.
A partir dessa representação criada por São Francisco de Assis em 1223, em companhia de Frei Leão e com a ajuda do senhor Giovanni Vellina, foi montada em uma gruta da floresta na região de Greccio, Itália, a encenação do nascimento de Jesus.

representando São Francisco na criação do Presépio.
São Francisco morreu três anos após e os Frades Franciscanos continuaram a representação do presépio utilizando imagens. No Brasil, a cena do presépio foi apresentada pela primeira vez aos índios e colonos portugueses em 1552 por iniciativa do jesuíta José de Anchieta. “Fazer presépios é unir mundos”. O mundo animal, os povos de diferentes países e continentes, o mundo mineral (pedras e presentes) se unem na contemplação do nascimento de Jesus.
Os reis Magos, em uma interpretação mais recente, são lembrados como um símbolo da união dos povos: Gaspar, o negro: Melchior, o branco e Baltazar, o asiático.

Foto no USF-Ricci Institute (2008)
As palavras de paz e serenidade de São Francisco trazem até nós o sentido verdadeiro do Natal: “Todos os homens nascem iguais, pela sua origem, seus direitos naturais e divinos e seu objetivo final”.

Arte de Cândido Alencar – Vale do Matutu (MG)
No hemisfério sul, o Natal coincide com o solstício de verão (21.dezembro), o dia mais longo do ano. Dada a sua ênfase solar, o Natal pode ser colocado em paralelo, no tarô, ao arcano 19. O Sol.
Consulte o calendário Santos do Dia e o Tarô.

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