Previsão para as Eleições de 2014: Temperar, colher e prosseguir

Publicado por Bete Torii

Auto avaliação após os resultados:

Estou muito contente com o resultado das eleições e com o acerto das minhas previsões. Vejamos o que acertei, com os possíveis acertos ou acréscimos:

O clima da campanha foi mesmo o da total exposição dos candidatos, com alguns acordos, muitos confrontos acalorados e oposições bem declaradas (O Sol).

O clima agora, reconhecido e declarado pela vencedora Dilma Rousseff no seu discurso desta noite de domingo, é de triunfo agradecido e de conclamação ao diálogo, ao trabalho conjunto numa direção que interessa a todos – bem como a carta O Carro dizia.

As descrições do comportamento dos 3 candidatos (do 1º turno) foram muito adequadas, isto é, os fatos as confirmaram. A única coisa que me ocorre acrescentar – para Marina – é que, como o ‘diabolus’, ela provocou cisão nos dois partidos que a conduziram à oportunidade de disputar a eleição (a Rede e o PSB).

O resultado final foi preciso: deu 13, Dilma. Mas posso agregar mais comentários aqui: além de ter o número do PT, a carta 13 aponta para os significados de trabalho, ação incisiva e até cortante quando necessário, seriedade e intransigência – tudo aquilo de que Dilma se mostra capaz.

Em primeiro lugar, tirei duas cartas para indicar o panorama político (e social) brasileiro antes e depois das eleições:

O Sol
O Sol

Campanha

O Carro
O Carro

Após

O Sol durante as eleições. Óbvio: muitos holofotes, muita exposição, grande difusão popular; ambiente para vaidades e exibição de belas fachadas, que podem ser dissimuladoras de um interior mais pobre. É bom saber que no geral as coisas se processarão às claras, propiciando clareza de discernimento para quem abrir os olhos.

Ambiente acalorado, mas predominam os acordos e as parcerias, ou, pelo menos, as oposições bem declaradas. Pode haver também um clima de igualdade entre os postulantes – iguais sob o sol.

É divertido observar que no tarô clássico de Marselha os raios solares têm 3 cores (vermelho, azul e amarelo), que são as cores dos partidos em disputa pela presidência.

O Carro após as eleições. Sentimentos naturais de triunfo e realização por uma vitória legítima. Momento de contemplação, mas não pausa para descanso: o caminho está visualizado e planejado, e começa o avanço por ele. Segue a marcha e com vitalidade, ainda que seja preciso conciliar divergências e mesmo antagonismos para garantir o progresso. Uma acepção muito oportuna da carta é: “tato para governar, diplomacia, direção competente”.

Obs.: optei por ver o lado positivo e luminoso da carta, embora a rigor possa ser exatamente o contrário disso tudo.

A seguir, tirei cartas para retratarem o desempenho, no pleito, de cada um dos 3 candidatos principais à Presidência da República:

A Temperança no Tarô de Marselha
14. Temperança

Dilma

11. Força
11. Força

Aécio

O Diabo no Tarô de Marselha
15. Diabo

Marina

Dilma – Temperança. Comportamento sereno, equilibrado, educado; espírito de conciliação. Renovação, adaptação aos fatos e momentos; talvez tenha disposição para fazer limonada dos limões encontrados. Pesa prós e contras dos compromissos.

A Temperança também é considerada indicadora de continuidade, adiamento, prorrogação – o que pode significar extensão do mandato, com a reeleição.

Aécio – A Força. A candidatura do senador mineiro ainda tem força: ou ele tem coragem e inteligência para vencer obstáculos e fazer boas avaliações do

que lhe pode ser útil na campanha, ou passará a uma guerra aberta e veemente. Pode ser vítima de forças superiores. Pictoricamente, a carta também me sugere que ele tentará subjugar e amordaçar quem possa atacá-lo “pela boca” (a imprensa, a internet)

Marina – O Diabo. A candidatura oximorática que “busca em todas as direções para atrair tudo”, ou que nega tudo e afirma coisas inconciliáveis entre si. Tem a proteção de poderes

ocultos (ou nem tanto) e exerce poderosa influência por meio de sedução. Sem a menor preocupação com o próximo. A carta fala de pluralidade, diversidade, avidez, inconstância. Sucessos efêmeros.

Obs.: não inventei, esses são atributos usuais da carta.

Por fim, como as cartas acima não me pareceram contundentemente satisfatórias quanto ao resultado, já que a Temperança, embora indicando continuidade, parece menos forte do que as outras duas, tirei uma carta para retratar o vencedor das eleições.

Adivinhem… !!!

Saiu a carta 13! Meu amigo tarô precisaria ser mais explícito? Dilma (candidata do PT, 13), sem abusar da força nem de diabruras, mata no peito; ou melhor, colhe os frutos do que plantou por este país nos últimos 4 anos.

Abraços a todos!

13. A Morte
13. A Morte

O Vencedor

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