Camilo de Léllis nasceu em 25 de maio de 1550, no vilarejo de Bucchianico, região de Chieti, ao sul da Itália. Ficou órfão de pai e mãe muito cedo, tornando-se um jovem rebelde, violento e briguento. Filho de pai militar, também seguiu essa carreira, mas não pode prosseguir devido a um tumor em um dos pés.
Camilo, assim como o pai, tinha o vício do jogo, onde perdeu tudo e ficou na miséria total. Saiu do hospital devido ao seu temperamento rebelde. Andou de hospital em hospital na tentativa de cuidar de sua ferida, até bater na porta dos franciscanos capuchinhos, e ali sentiu que queria trabalhar na obra de Deus.
Orientado pelos franciscanos, recorreu ao hospital de São Tiago dos Incuráveis em Roma, que detectou o tumor incurável, onde viveu sua compaixão pelos outros doentes e aos 25 anos, teve a inspiração de começar o seu serviço às pessoas enfermas. Camilo, além de tratar a eterna ferida passou a cuidar dos outros enfermos, como voluntário. Mas preferia assistir aos doentes mais repugnantes e terminais, pois percebeu que os funcionários, apesar de bem remunerados, abandonavam-nos à própria sorte, deixando-os passar privações e vexames. Como não tinha dinheiro para fazer o tratamento, ofereceu-se para trabalhar como servente e enfermeiro. Mesmo com a ferida em seu pé que não cicatrizava e todo sofrimento decorrente dela, conseguiu trocar sua força de trabalho pelos cuidados médicos. Aos 30 anos chegou a ser administrador do hospital.

Aos 32 anos, São Camilo decidiu tornar-se padre tendo em vista que, como sacerdote, poderia fazer mais pela missão. Com a ajuda espiritual do amigo São Felipe Néri e de pedreiros voluntários, criou a Companhia dos Ministros dos Enfermos (1586). São Filipe Néri incentivou e ajudou São Camilo de Léllis a estudar e a vestir o hábito da própria congregação, um hábito negro com a cruz vermelha. Depois do nome, as primeiras regras desta companhia foram escritas e aprovadas e, o que antes era congregação, virou, em 1591, uma Ordem Religiosa: a Ordem dos Padres Enfermeiros. Camilo dirigiu a ordem por 20 anos.
Com 67 de idade, em 1607, São Camilo já estava muito cansado, visto todo esforço físico e intelectual desprendido para desempenhar a missão. Sem contar que, a ferida em seu pé que lhe acompanhava desde a juventude, estava piorando. Com isso, ele decidiu renunciar ao cargo de direção da Ordem, mas permaneceu firme na assistência aos enfermos.
Recebeu o dom da cura pelas palavras e orações, logo a sua fama de padre milagreiro correu entre os fiéis, que, ricos e pobres, procuravam sua ajuda. Era um homem muito querido em toda a Itália. Era tido por todos como santo em vida.
Camilo profetizou o dia de sua morte. Segundo ele, sua morte seria em Roma, no dia de São Boaventura em 14 de julho. Seu féretro foi marcado por muita comoção e acompanhado por uma multidão. Mas um milagre era visto naquele dia: enquanto preparavam o corpo de Camilo para o funeral, os médicos, estarrecidos, notaram que a chaga havia desaparecido. Suas últimas palavras foram: “Haja entre vós uma grande união e muito amor. Amai, e muito, a nossa Ordem, e dedicai-vos ao apostolado dos enfermos”.
São Camilo de Léllis, presbítero, junto com São João de Deus, é o patrono dos doentes, dos hospitais e dos profissionais que trabalham na área da saúde do mundo inteiro. É considerado o protetor contra o vício do jogo. Sua festa litúrgica é celebrada no dia 14 de julho.
Curador físico-espiritual e condutor da saúde
Desde a infância, passando pela adolescência, até chegar à vida adulta, a vida de Camilo não foi fácil. Órfão muito cedo de pai e mãe, herdou da mãe a educação religiosa – à qual não dava a menor importância –, do pai, o vício do jogo – muito mais atraente – e da vida, uma úlcera no pé que o acompanhou até o dia de sua morte, quando então, milagrosamente cicatrizou.
Depois de tantos percalços, Camilo sente o chamado divino: cuidar dos doentes que ninguém mais queria cuidar, valendo-se de sua força física para carregá-los – se fosse preciso, apesar da úlcera eterna, que muitas vezes era por ele esquecida enquanto assistia aos doentes que vinham de vários lugares em busca de cura –, e de uma palavra de conforto. Camilo tinha como modelo, Cristo, o Divino Médico.
Para os doentes e os necessitados que o procuravam, São Camilo tornou-se o Sol, a iluminá-los física e espiritualmente. Isso porque, no tarô, do ponto de vista da saúde, o Sol traz a cura, um conselho e um esclarecimento e iluminação onde não há. É a carta da energia, da força e da vitalidade. O Sol representa excelente condição física e muita energia vital (como as que São Camilo possuía, apesar da ferida no pé), tudo aquilo que São Camilo tentava proporcionar aos enfermos; traz equilíbrio e regeneração. Não seria mesmo São Camilo o Sol a iluminar a vida de tantas pessoas que não viam mais a esperança senão naquele santo enfermeiro?

O Sol no The Hudes Tarot e O Carro no Tarot Art Noveau
Podemos também ver o arcano Carro associado à pessoa de São Camilo. De acordo com Adriana Carneiro, “O Carro vem com a esperança, o alento à dor. Todo o movimento que é preciso para buscar a saúde, tanto interna quanto externa”.
[Cf: www.clubedotaro.com.br/p55_1saude_Adriana.asp ]
Além disso, O carro indica recuperação da saúde, pela qual São Camilo lutou com dedicação para que os enfermos pudessem encontrar Paz e esperança diante de tanto sofrimento; disposição e força, características daquele enfermeiro incansável que foi capaz de colocar sua dor de lado para se dedicar à dos que encontravam em seus cuidados, a atenção, a afeição e forças necessárias para seguir em frente.
Consulte o calendário Santos do Dia e o Tarô.

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