Contribuição de Vera Vilanova.
“Todo ser humano possui um Anjo da Guarda individual. Esse Anjo é seu companheiro inseparável e o “serviço prestado” por ele é espontâneo. Entretanto, muitas vezes o guardião espera, inutilmente, a oportunidade de auxiliar o seu protegido. Mesmo que o Anjo tenha de aguardar uma ocasião apropriada para intervir, jamais sente desânimo ou tem má vontade. Pacientemente acompanha o seu protegido a outras esferas, onde Ele permanece entre as encarnações.”

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“Após a chamada “morte”, é permitido ao anjo frequentar, de vez em quando, um Templo de Luz, previamente escolhido, a fim de recuperar-se. Durante esse período, outro representante angélico assume a guarda da alma; contudo, nas encarnações seguintes cabe ao mesmo anjo zelar novamente pela emanação de vida a quem se propôs servir. Assim, séculos após séculos, encarnações após encarnações, sempre o mesmo anjo acompanha a criatura.”
“Os Anjos da Guarda necessitam pôr em prática as virtudes divinas, a fim de auxiliarem os seus protegidos a adquiri-las. Para esse fim, são instruídos a desenvolver a paciência, a compreensão e a paz; e também atrair e sustentar o sentimento do Amor. O Anjo da Guarda também tem de aprender a relacionar-se com o mundo do seu protegido, e procurar despertar a sabedoria no ambiente em que este vive.”
“Os Anjos da Guarda precisam conformar-se de que devem manter a perene condição de servir, sempre e sempre, às mesmas pessoas; eles sabem que não podem servir outras pessoas, que talvez lhe sejam mais agradáveis, ou por julgarem que a tarefa seja mais fácil. A responsabilidade do Anjo é dar assistência à criatura escolhida e transmitir-lhe bons estímulos. De acordo com a Lei Cósmica, Ele é obrigado a acompanhar a alma dia e noite. Em todas as ocasiões, o Anjo da Guarda envia raios de luz à consciência do seu protegido, na esperança de que este dirija o olhar para o alto, em busca da verdade, do amor, da paz, do progresso e de mais luz!”
Texto extraído de Anjos, esses Amigos Silenciosos, Edit. Ponte para a Liberdade.
Para fortalecer os laços com o seu Anjo da Guarda, uma prece tradicional é indicada para ser feita todos os dias:
“Santo Anjo do Senhor,
meu zeloso guardador,
pois que a ti me confiou a Piedade divina,
hoje e sempre
me governa, rege, guarda e ilumina.
Amém.”
Contribuição de Constantino K. Riemma.
O Santo Anjo da Guarda e os arcanos do Tarô

Anjo da Guarda pintado por Bernhard Plockhorst (1825-1907)
Dentre as representações de anjos nos arcanos maiores do tarô, duas delas se aproximam das antigas imagens e pinturas do Anjo da Guarda: 6. Namorados e 20. Julgamento.
Os Enamorados evocam os sentimentos afetivos e amorosos. Incluem a disposição de cuidado e atenção ao próximo, gestos inspirados pelo livre-arbítrio, sem qualquer imposição.
O Julgamento ressalta a consciência da dualidade em nossas vidas, do sim e do não, da luz e da sombra. É o grande estimulo para abrir os nossos corações às forças do Alto.
Anjos da Guarda são aqueles que, segundo a tradição cristã, Deus envia em nosso nascimento para nos proteger durante toda a vida. “Vou enviar um anjo adiante de ti para te proteger no caminho e te conduzir ao lugar que te preparei”. (Êxodo, 23,20).
A celebração dedicada aos anjos da guarda surgiu no século V e foi fixada, inicialmente, em 29 de setembro, juntamente com a festa do Arcanjo Miguel. A celebração da festa própria aos “Santos Anjos da Guarda”, no dia 2 de outubro, surgiu em 1670, com papa Clemente X.
Consulte o calendário Santos do Dia e o Tarô.

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