São Pacômio nasceu em Tebaida no Egito em 290. Filho de pais pagãos e idólatras, aos 20 anos foi mandado para o exército imperial romano contra sua vontade. Tendo sido feito prisioneiro em Tebas recebeu, de forma escondida, alimentos de alguns cristãos, que, ao serem questionados sobre a ajuda concedida a Pacômio, responderam: “quem nos enviou foi Deus que está no céu”.
Tocado pelo Evangelho, e pela solidariedade dos cristãos, converteu-se e foi batizado em 313. Embora rejeitado inicialmente por um ancião eremita por achar que Pacômio não suportaria a vida de solidão e orações, acabou vivendo durante sete anos na companhia do ancião.

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Inspirado por vozes que o seguiam quando fazia suas caminhadas, Pacômio construiu um mosteiro que receberia diversos religiosos. Aos poucos o número de eremitas, monges e religiosos foi aumentando: mais 8 mosteiros masculinos e 1 feminino foram construídos.
Pacômio inaugurou a vida monástica cenobítica, que tinha por características a prática de vida em comunidade com oração, contemplação, disciplina, pobreza, obediência e trabalho. Abandonou, então, a estrutura solitária. A vida comunitária fez que com que se aproximassem de Deus e seu Reino ainda mais. Até a data de sua morte, floresceram outros 3 mil mosteiros no Egito, chegando depois a 7 mil, tendo se espalhado pela Palestina, deserto da Judeia, Síria, norte da África e Europa.
Recebeu o dom da profecia. Morreu em 346 no dia 9 de maio, vítima de uma peste que assolava o Egito naquela época. Ganhou o epíteto de eremita: São Pacômio, o Eremita. Sua festa litúrgica é celebrada no dia 9 de maio.
Ressonâncias com o Tarô
No tarô, O Eremita é aquele que busca no isolamento o autoconhecimento e a meditação, o recolhimento necessário avaliar sua vida e seus objetivos. São Pacômio, adepto da vida em comunidade também buscava esse isolamento, porém no sentido de encontrar uma “luz” para guiar a comunidade em que vivia. Seu intuito não era pura e simplesmente se isolar de forma inacessível, mas para ter seu momento de oração, de iluminação, de aproximação com Deus.
Assim como nós também, algumas vezes procuramos “isolar-nos” do resto do mundo, ficar algum tempo sozinhos e colocar as ideias no lugar, assim também agia São Pacômio. Retirava-se para refletir e ter uma visão mais ampla da situação, e mais tarde reunir-se com os seus, fortalecido e com novas perspectivas, vislumbrando um caminho mais iluminado e espiritualizado.
Pelas ilustrações também podemos observar a forte correlação do ícone de São Pacômio com o Eremita da imagem. As vestes de ambos possuem a mesma tonalidade de coloração: a túnica de ambos é de um amarelo vivo e o manto é vermelho. No Eremita o manto o capuz são uma peça única, enquanto que em São Pacômio as peças são separadas, isto é, o capuz é azul. Ambos olham na mesma direção e têm as barbas com o mesmo comprimento e a tonalidade bem próxima.
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