O Nove de Copas é uma carta que simboliza a alegria de viver, satisfação, bom humor, ou seja, os momentos felizes da vida. O Nove de Copas mostra satisfação em todos os níveis: mental, emocional, físico e espiritual.
Dentre outros significados, por ser uma carta de copas, refere-se muitas vezes a uma situação emocional satisfatória, como o fortalecimento de uma união romântica, onde a pessoa tem todos os motivos para se alegrar e desejar compartilhar sua alegria com outras pessoas.

A letra da música Felicidade, cantada por Seu Jorge, exibe uma pessoa profundamente apaixonada que divide sua alegria com as pessoas à sua volta, assim como descreve que sua felicidade no momento se deve muito a uma relação amorosa que ele está vivendo intensamente.
“Felicidade, é viver na sua companhia
Felicidade, é estar contigo todo dia
Felicidade, é sentir o cheiro dessa flor
Felicidade, é saber que eu tenho seu amor” (…)
Examinando a letra dessa música, nesse momento extremamente digital (com o advento das redes sociais), em que o “amor verdadeiro” apresenta-se quase sempre como o “amor líquido”, (segundo Bauman, o amor líquido ou amor descartável é aquele que pode ser trocado a qualquer momento), constatamos que, muitas vezes, nos relacionamentos atuais não há compromisso e a relação é cada vez mais frágil, pois a vida exige praticidade. Os parceiros são trocados a todo momento, visando sempre “algo melhor”. Ou seja, queremos o compromisso, mas não a cobrança. Queremos estar com alguém, mas não a responsabilidade que uma relação implica.
Numa vida de aparências e necessidade de sempre ter algo novo, onde há falta de espaço para o amor, e o Nove de Copas parece irreal, as pessoas passam a viver o amor sob a perspectiva do Cinco de Copas, com a qual surgem experiências dolorosas, desgostos e decepções, e a perda de uma situação que nos dava alegria e prazer.
A música Felicidade nos estimula a buscar o amor verdadeiro, que tem se revelado muito difícil de ser encontrado num mundo de grandes transformações sociais e tecnológicas, e nos lembra que quanto mais perduramos no conceito do amor líquido mais nos tornaremos seres vazios e sem afeto. Com as vidas muito aceleradas e em constante mudança nos tornamos seres fragilizados, mais sujeitos à ansiedade e depressão. O amor perdeu espaço e sem amor não somos completos. Inclusive sem o amor próprio.

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